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Ressureição tricolor

Voltei agora do Arruda feliz, dentro dos limites da minha rubronegrice.

Claro que foi lamentável a falta de atitude e competência do time do Sport, incapaz de perceber a necessidade de atacar e pressionar de verdade, sempre acreditando que o gol sairia naturalmente. Bruno Mineiro pipocou feio, Bala não é mais o mesmo, Renato é uma piada em forma de lateral…bem, isso ficou pelas escadarias da geral – aliás, tucanaram até isso, chamando-a de “arquibancada superior”.

No entanto, é bom ver uma festa de mais de 60 mil pessoas acabar em clima relativamente tranquilo, com muitas famílias, crianças e idosos. A torcida do Sport saiu de cabeça erguida. Mas o que me deixa feliz, como falei no início, foi saber que voltamos a ter um rival digno, com torcida (embora sem nenhum título relevante. O Santinha jogou bem, teve determinação e mereceu. Ao vencedor, as batatas.

Por outro lado, é grotesca a fixação da torcida barbiana por esse tal hexa. Aqui no Espinheiro fecharam a rua pra comemorar uma vitória da qual não participaram, de um time que ainda chamam de rival. Enquanto esse time de bairro continuar preso a um título quase cinquentenário e de nenhuma expressão, continuará atrás do ABC, decacampeão potiguar, em dignidade. Um Oskar Mazerath de “O Tambor”, de Gunther Grass, amarrado a uma fantasia que o impede de crescer. Nunca crescerão.

Que o título do Santinha fortaleça o futebol pernambucano de verdade, aquele que anima as esquinas, as mesas de bar, as lapadas de cana, a nossa arrogância e a falsa humildade deles. Que ainda haja meninos de 10 anos gritando “tri-tricolor” contra nossos irritantes “cazá-cazá”, que a rivalidade sobreviva aos ditames do mercado futebolístico. Gosto de ter um oponente à minha altura.

Em homenagem a meus queridos leitores e amigos tricolores, especialmente o brother Paulo Feitosa, o sempre presente nos comentários Bruno Monteiro e minha mãe, uma música que reflete bem esse ethos tricolor que é tão importante para a força do Sport na nossa província.

SPORT, Campeão Brasileiro de 1987

Mais uma vez sou convidado pela “grande” mídia carioca e pela patifaria da CBF a homenagear o SPORT CLUB DO RECIFE, único e soberano Campeão Brasileiro de 1987.

Espero que a associação presidida pelo bandido Ricardo Teixeira esteja preparada para sua desfiliação da Fifa e Conmebol nos próximos dias, por desrespeito a decisões da Justiça Desportiva e da Justiça Comum brasileira, ambas transitadas em julgado, que tornam inócua qualquer divisão de título.

Aí vai o Hino “SPORT, Campeão do Brasil”:

O Leão,  o Leão do Norte,
Rugiu mais forte, garboso e varonil,
Foi o rugido destemido do SPORT,
Que fez de PERNAMBUCO campeão do meu Brasil

Da luta, veio a vitória,
Contra a escória do futebol
Castores, Tubinos, Bragas e outras pragas de mesma escol
NO GRAMADO VENCEU CONTRA QUEM JOGOU
e nos Tribunais deu em quem fugiu

SAUDEMOS COM ORGULHO E DESTEMOR,
SPORT CAMPEÃO DO BRASIL!

CAZÁ, CAZÁ, CAZÁ, CAZÁ, CAZÁ! A TURMA É MESMO BOA, É MESMO DA FUZARCA! SPORT, SPORT, SPORT!

Bom dia, nação rubro-negra!

 

Depois de um jogo apertado, sem muita melhora no futebol apresentado pelo time rubro-negro, o Leão vence por 2 x 1 o jogo contra o Vitória. Depois do gol de Thiaguinho, no priemiro tempo, a equipe passou por um sufoco, levou gol de Robertinho e ficou disperso por quase todo o segundo tempo. Aos 45 minutos, em uma falta cobrada por Carlinhos Bala, o goleiro Saulo foi para a área adversária e do alto de seus 1,98m marcou o gol da virada do Sport. (do Blog do Torcedor)

Ninguém segura o Leão. Sem mais para o momento, PST!

Gosto de números…

…quando eles me favorecem.

É o caso dessa brilhante pesquisa de opinião sobre as torcidas de Pernambuco. Mais uma boa notícia, presente de Dia dos Pais, para o Papai da Cidade 🙂

http://www.sportrecife.com.br/noticias/detalhe.cfm?nid=873

Separados no berço III

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Só espero que Toninho Cerezo tenha melhor sorte com o elenco do Sport que o Professor Girafales teve com a turma do Chaves…

Ok, Santinha

Atendendo a pedidos, faço uma homenagem ao Santa Cruz pela vitória de ontem sobre o Botafogo. De fato, teve ares de milagre e não acontece todo dia. Vamos ver se agora o time embala e, depois de ser mais uma vez massacrado pelo Sport na final do Pernambucano, o Santinha sobe pra Série C.

Foto de uma torcida respeitável e simpática, embora menor que a do Leão:

Futebol nos trópicos

Por razões que a própria razão desconhece, ainda me motivo a ir ao Arruda para ver mais um Clássico das Multidões, arrastando junto a família.

Não me queixo da multidão, o que seria contraditório para quem torce por um time das massas (o bem-sucedido, e não o outro). O que me irritou ontem foi ver, mais uma vez, como essas histórias de reforma são um engodo, e perceber com tristeza que a torcida em Pernambuco ainda é tratada como lixo por todos. Polícia, clubes, governo…todos.

Após um trânsito infernal e caminhar da Avenida Norte até a Rua das Moças com o jogo já começado, percebo que os portões do visitante estão fechados e com a cavalaria cercando os portões. Motivo: ingógnita. Ninguém informa, avisa, organiza, nada. Percebo então que não há nenhum tipo de catraca ou bilheteiro, e tudo havia se transformado numa zona. E eu comprei ingresso por R$ 20, sem disposição de dar viagem perdida.

Depois de perambular pelos 2 portões, dei a sorte de encontrar um PM simpático que me disse que os dois anéis estavam entupidos de gente. Todavia, por sermos brancos e com cara de rico, pudemos entrar pelo lado – e sem mostrar os ingressos. Motivo dado pelo policial: “entra logo, boy, esse estádio é uma esculhambação mesmo”.

Dentro, o velho e bom (I)Mundão do Arruda: goteiras, escadas semidestruídas, poças d’água, cheiro de urina. Ou seja, mais uma reforminha “me engana que eu gosto”, provavelmente com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

E nem falei de ônibus quebrado, arrastão, pedradas, bombas, Inferno x Jovem etc. Pelo menos dessa vez não vi nada.

Pergunto, então, como um Estado desses quer construir mais um estádio e ter um futebol competitivo sem saber ao menos controlar um acesso de arquibancada e garantir direitos básicos para o consumidor. O Estatuto do Torcedor chegou por aqui como uma promessa imediatamente descumprida. Como diria Marcelo Neves (rubro-negro, ao contrário do irmão e cartola Zé), é um álibi para protelar as conquistas no âmbito do direito. Não deu em nada. 

E nós ainda nos submetemos a esse tratamento. É a vida…

Sobre o clássico, foi muito bom. Bela festa de aniversário, com direito a mais de um “Parabéns pra Você” em 10 mil vozes. Fiquei com pena do Santinha.  Coitado, mas antes ele do que eu.