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Veja que mentira, mais uma vez

Começa a semana e eu continuo ansioso pela “bala de prata” do PIG, PSDB e da elite branca brasileira que vão, finalmente, afundar a candidatura Dilma.

A última, veiculada no hebdomadário imundo da Editora Abril, não fez nem cosquinhas. Só espero que não demitam o tal Pedro Abramovay por uma leviandade dessas.

Segue artigo anônimo, mas publicado no blog do Nassif:

http://www.brasilianas.org/blog/luisnassif/veja-e-a-estrategia-de-mister-m#more

 

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O fim do PIG?

Não sou tão otimista quanto o Paulo Henrique Amorim sobre o fim iminente do PIG (Partido da Imprensa Golpista). O que vejo é um golpe duro no discurso udenista, essa praga da política brasileira que já contaminou PT e PSDB, e agora merece ser esquecida para o bem da democracia. No entanto, o governo Dilma será muito difícil, e cabe às forças progressistas agirem com ainda mais força e coerência.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/20/dilma-rompeu-o-limite-da-complacencia-pig-e-elite-nao-tem-volta-e-o-confronto/

Que oposição?

Repassando, diretamente do blog do Nassif. Cada vez mais o cenário tenebroso da oposição fica claro, assim como a vitória de Dilma no 1º turno. Não será possível, para o bem do debate e o esclarecimento dos campos políticos, o surgimento de uma proposta conservadora digna de ser enfrentada?

Como o oposição reunificou o PT

Enviado por luisnassif, qui, 19/08/2010 – 10:28

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–>Do Valor

O efeito colateral do discurso neo-udenista

Maria Inês Nassif
19/08/2010

Na campanha, o PT consegue reunir de volta sua antiga militância e o PSDB tem perdido a sua

A excessiva fixação do PSDB e do DEM no eleitorado de centro e de direita, com correspondente radicalização do discurso, tem estreitado as margens de manobra dos dois maiores partidos de oposição. A agressividade de um discurso tomado da direita ideológica produziu, em 2006, um fenômeno que deve se repetir em 2010. É esse discurso que, em ano eleitoral, têm trazido os movimentos sociais que atuam à esquerda do PT – e que beberam da mesma fonte no passado – de volta à sua órbita.

No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), houve um gradativo afastamento de setores sociais que, na origem petista, eram a militância mais aguerrida do partido. Era ininteligível para os movimentos um acordo de governo tão amplo que abrigava interesses do mercado financeiro e do agronegócio, ao mesmo tempo em que investia em programas sociais de transferência de renda, no microcrédito e no apoio à agricultura familiar. Quando o Bolsa Família começou a produzir, de fato, efeitos de distribuição de riqueza, os movimentos sociais viram-se com um grande abacaxi nas mãos. Não era possível se contrapor a um programa de complementação de renda, que atacava cidadãos expostos à miséria absoluta, mas, se o Bolsa Família produzia o efeito de tirar os miseráveis da órbita de influência da política tradicional, tinha também um efeito desmobilizador na base desses movimentos. A luta reivindicatória, que se iniciava pela educação para a cidadania, também foi neutralizada.

O episódio do chamado mensalão, em 2005, levou o PT e os movimentos sociais ao quase rompimento. Do lado institucional, houve o racha do PSOL. Quando os dissidentes saíram, em meio a um Fórum Social Mundial, a impressão que se tinha era a de que levariam consigo boa parte da esquerda do PT, além da militância ligada à igreja progressista e que foi responsável pela capilarização do partido, na sua origem. A ação da oposição legislativa, amplificada e em processo de retroalimentação com a mídia, acabou revertendo esse processo. O PSOL ficou pequeno. Os movimentos sociais tomaram rumo próprio, sem a ligação umbilical que tinha com o PT na origem do partido, mas evitaram um confronto direto com o governo. A maior parte da esquerda petista permaneceu. O clima pré-64 preservou os quadros de esquerda do PT e impediu uma ofensiva dos movimentos sociais mais à esquerda contra o governo Lula.

Nas vésperas das eleições de 2010, os movimentos sociais se alinharam a Lula, por duas razões. Primeiro, porque não tinham condições de se contrapor às suas bases, seduzidas pelos programas de transferência de renda e com alto grau de satisfação com o governo. Mais do que isso: é uma população atraída pelo carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é muito difícil andar na contramão de um líder carismático cujo governo, ao fim e ao cabo, produz satisfatórios resultados sociais. Por fim, por medo de uma radicalização à direita que comprometesse os avanços que tinham ocorrido no governo Lula. O maior temor do Movimento Sem Terra em 2006, por exemplo, era a hipótese de vitória de um governo tucano, que no período FHC havia assumido uma política radical de criminalização do movimento.

Para as esquerdas e os movimentos sociais, o retorno à órbita de influência do PT, em 2006, foi algo como “ruim com Lula, pior sem ele”. De lá para cá, o processo de direitização do PSDB e do DEM se acelerou e os resultados do governo na promoção da distribuição de renda tornaram-se mais claros. Às vésperas das eleições, a reincorporação das esquerdas e dos movimentos sociais à órbita petista ocorre novamente. Se o discurso neo-udenista da oposição teve o efeito, nos setores conservadores, de acirrar o antipetismo, em setores progressistas teve o efeito colateral de tornar mais acirrado o antitucanismo e o antidemismo.

A estabilidade do segundo governo de um presidente que foi ameaçado de impeachment no primeiro mandato não é, portanto, um produto exclusivo de seu carisma. Ao mesmo tempo em que o governo incorporava ao mercado de consumo enormes levas de excluídos – e alienados – brasileiros, Lula e o PT reincorporavam movimentos sociais que haviam se descolado ao longo dos primeiros anos do primeiro mandato.

A aritmética desse processo político se expressa nos resultados das últimas pesquisas de opinião, amplamente favoráveis à candidata do PT à sucessão de Lula, a ex-ministra Dilma Rousseff. O discurso udenista estreitou o espectro político da oposição, ao mesmo tempo em que provocou uma reunificação numa esquerda divida por um governo excessivamente amplo, que contemplou interesses muito diversos aos defendidos originalmente pelo PT. O partido de Lula, que desde a derrota de 1998 ampliou o seu discurso em direção também ao centro ideológico, acabou sendo avalizado pelos próprios setores conservadores por cumprir as promessas de campanha feitas com a espada do mercado financeiro no pescoço. Não houve quebra de contrato.

Não é uma situação fácil para um candidato oposicionista. Em especial porque o primeiro governo de Lula, marcado por políticas econômicas ortodoxas, rachou também uma base de apoio que era originalmente tucana. O candidato do PSDB, José Serra, não pode acenar com mudanças nem à direita, nem à esquerda – à direita, afugenta a base tradicional tucana; à esquerda, provoca efeito de aproximação maior da base tradicional da esquerda com o PT.

Enquanto, pelo menos em período eleitoral, o PT consegue reunir sua antiga militância, o PSDB, ao se aproximar do discurso do DEM, tem perdido a sua. Alguns setores intelectuais de perfil social-democrata que estiveram na origem do partido até embarcam no discurso antipetista, principalmente em São Paulo, onde há uma polarização que está se tornando histórica, mas dificilmente se incorporam novamente à militância, ou voltam a ser quadros partidários.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras

E-mail: maria.inesnassif@valor.com.br

Vox populi…

Para abrir a semana, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) foi forçado a anunciar nova pesquisa de opinião sobre aprovação do governo Lula e cenários possíveis para as eleições de 2010. Sem apego aos números, vamos aos fatos:

Lula, com ou sem filme, tem 78% de aprovação e é um fenômeno único na História do Brasil, o maior líder popular e democrático desse pobre país.

Em todos os cenários eleitorais, há indicativos de que o presidente fará seu sucessor, cabendo apenas um dilema dentro da base aliada sobre eventual divisão entre Ciro e Dilma.

Serra está liquidado da parada, foi pro morto do baralho e de lá não sai. As únicas chances do PSDB apertar vêm da candidatura de Aécio, e, mesmo assim, com grandes dificuldades.

Qual o grande personagem dessas conclusões? Sim, ele, FHC, o príncipe dos sociólogos e responsável pela Aufklärung política e econômica do Brasil. Ele, o suposto guia rumo à “mudernidade”, está atrás de cada afirmação.

75% dos eleitores considera o governo Lula superior ao de FHC, e metade jamais votaria num candidato adotado pelo ex-presidente. Serra é devorado nas pesquisas pois sua imagem é colada à de FHC, por ninguém saber o que ele pensa. Aécio só sobrevive por não ser associado ao PSDB, pois, quando for, vai igualmente para a cova. Qualquer associação com o PSDB e, principalmente, o governo FHC é derrota na certa.

Em entrevista recente, o tucano auxiliar Roberto Freire desconversou sobre a associação da oposição à imagem de FHC, insinuando que ele deve ser “esquecido”. Infelizmente, esse não é um argumento válido, haja vista a crítica ao governo Lula que, imediatamente, gera no eleitor a comparação com as “vacas magras”. Ou seja, FHC é um estorvo, um carma que hoje a oposição carrega, o que mostra qual será o seu lugar na memória política nacional.

Sobre isso, e sem mais, mandou bem o Leandro Fortes: http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5563

Vox populi, vox Dei!

 

Lula > FHC

Enquanto Lula é considerado mundo afora o maior estadista da atualidade (superando até mesmo a Obamamania em poucos meses de governo desse último), FHC, o deslumbrado, planeja a melhor forma de por fim à sua vergonha e inveja.

O coitado sonhava em ser chamado para dezenas de palestras por milhares de dólares (convites escassos), ser secretário-geral da ONU (mal conseguiu um bico) e ser idolatrado pelo povo brasileiro como o salvador da economia (índice baixíssimo de aprovação e memória). Atualmente, FHC ensaia seu “gran finale”: como disse um colega ontem, abrir a boca com as mãos, ao melhor estilo Didi Mocó, com transmissão ao vivo pelo JN e capa da Veja.

Esse comentário infame serve apenas para introduzir a coluna de Luís Nassif, direta ao ponto:   http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/07/a-cara-do-brasil/

Coluna Econômica 07/10/2009

Em meu livro “Os Cabeças de Planilha”, a partir da observação do dia a dia da economia, procurei desenvolver a tese de como se daria o estalo, o processo que deflagraria a percepção de desenvolvimento nacional e que pudesse vitaminar todo o organismo econômico, tal como ocorreu no governo JK.

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