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Coisas desprezíveis – no jogo de futebol

Para alimentar essa série ridícula de posts, mas que estranhamente vem agradando a um setor bastante crítico de leitores, umas notinhas curtas sobre o reino sagrado do desprezo: o futebol. Por enquanto, só as irritações de dentro das quatro linhas.

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Primeira coisa desprezível: chute de fora da área sem força e sem a menor ambição de fazer gol. Eu pago mensalidades, ingresso, campanha de papel higiênico e o escambau para ver um canalha qualquer vestir a camisa do Sport e se livrar da bola por pura e simples incompetência. E o pior é que são sempre os mesmos a fazer a mesma coisa por anos! Um sujeito que desse chutes a gol sem querer fazê-los em qualquer profissão seria demitido. Mas futebol é assim, é bom chutar mal de longe para testar o goleiro, um dia entra etc.

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A segunda é um mistério do futebol. Não tem nome oficial, mas eu chamo de “escanteio curtinho”. O modus operandi é bem simples: o jogador, ao cobrar o escanteio, toca para outro a 1 metro de distância, que escora a bola para o cobrador bater de novo. Eu nunca vi um gol sair dessa tática bisonha. Mas futebol é assim, o que importa é confundir a defesa, quebrar o posicionamento etc.

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A última é um problema pessoal. Quer coisa mais cretina que jogador chamando técnico de “professor” em coletiva? E jornalista? É o fim dos tempos. A grande maioria não é nem professor de educação física, e quando muito tem algum tipo de preocupação didática sobre a futebolística (uma honrosa exceção foi o saudoso Telê Santana). Espero que um dia alguém diga que está “à disposição do treinador” – sem conotação sexual – e pare de banalizar esse epíteto. Mas se gato e cachorro ensina até em faculdade de direito, viva o Professor Toninho Cerezo.

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Volta às aulas

Hoje começam as aulas de mais um semestre na Unicap, com 2 turmas de IED 2 e orientação monográfica.

Poderia ser algo repetitivo, e por isso tento sempre mudar a dinâmica e os textos de trabalho, sempre mantendo um fio condutor: articular os tópicos do programa com a reflexão sobre casos práticos de todas as áreas. Há diversos fatores que dificultam essa tarefa (correria de horários, muitos alunos por turma, assunto longo), mas sempre avanço alguns passos.

Além disso, as aulas são ótimas para pensar, ter ideias e, principalmente, descobrir novos valores e perspectivas sobre o direito. Como já pude concluir ao longo desses 4 anos de docência na Unicap, a melhor coisa da vida universitária é criar boas conversas. Nesse ponto, é sempre gratificante colaborar com o crescimento dos outros. Ao menos é como vejo o processo de ensino-aprendizagem, por mais que alguns exemplos negativos de arrogância, descaso e insensibilidade tentem – apenas tentem – dizer o contrário. Ser professor é muito bom.

Sem mais, boas vindas aos novos usuários do Blog. O espaço está aberto para a participação, e todas as novidades serão atualizadas via Twitter (@joaochaves_ds). Para os textos, casos e demais informações, conferir no link “Unicap” logo em cima

Parabéns!

Como não tenho o email/telefone de todos os amigos e colegas de batalha, faço minha saudação virtual a todos os professores e professoras do Brasil, de todos os níveis. Apesar de só se lembrarem da gente nesse dia, vamos curtir o momento 🙂

Para descontrair e fugir desses lugares-comuns da TV, aproveito para fazer uma lista de grandes mestres da história recente:

Professor Tibúrcio (Rá-Tim-Bum)

Professor Gilmar

Professor Pardal

Professor Girafales

Professora do Snoopy

Outro grande professor

Gilmar, um mito, um exemplo: