Arquivo da tag: ortega y gasset

A turba anônima

Domingão de sol, dia de arrastão no Shopping Tacaruna. Qual título cai melhor:  “A classe operária vai ao paraíso” ou “Galerosos em fúria”? Há relatos de que Ortega foi visto na C&A, enquanto Hannah Arendt comprava a Folha Dirigida na banquinha de revista e Adorno tomava um milkshake de Ovomaltine no Bob’s.

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/11/10/urbana2_0.asp

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Textos do GDS

Aí estão os textos para discussão no GDS até o final de 2009, todos em PDF por obra de Del, como sempre. 

Quem é o juiz? – Daniel Bensaïd     6/11 (1a parte) e 13/11 (2a. parte)

A rebelião das massas – Ortega y Gasset     20/11

Teorias constitucionais em perspectiva – José Adércio Leite Sampaio     leitura complementar

Os links também ficarão na página fixa do GDS, e posso colocar lá qualquer outro PDF que pareça interessante para finalizar essa discussão sobre deliberação, maioria etc.

 

 

 

 

 

Texto do GDS para sexta, 30/10

Para o GDS, segue o arquivo em PDF do texto de Bernard Manin (“Legitimidade e deliberação política”) para discussão na próxima sexta, 30/10. Esse texto e os demais para os próximos encontros do ano (Daniel Bensaïd, “O que é o juiz?” e Ortega y Gasset, “A rebelião das massas”) estão na xerox e todos estarão, em breve, aqui na biblioteca do Blog.

Bernard Manin – Legitimidade e deliberação política

Brüno

Como havia gostado muito de Borat, estava no mínimo curioso para ver esse Brüno, do mesmo Sacha Baron Cohen. O cara é, na melhor das hipóteses, alguém com uma capacidade incrível de detonar certos dispositivos irracionais que nós sempre julgamos enterrados (antissemitismo em especial), e essa é uma das formas mais intensas de humor (aliás, sobre esse tema, há uma reportagem excelente da última Carta Capital).

No entanto, apesar de reconhecer que Sacha está ainda melhor nessa arte de incorporar personagens até as últimas consequências, achei o filme meio fraco. Não sei se pela perda da novidade, ou pela repetição das mesmas estruturas de Borat sem tanta pegada (ex: rodeio e vale-tudo, almoço com sulistas e casa de swing), mas em poucos momentos há uma provocação real – e, nessas, não rola muita risada. Também não ajuda o fato de todo mundo já saber das melhores partes depois de tanta publicidade em torno dessa figura bizarra.

Talvez o melhor de tudo seja pensar o Brüno como o eterno aus,  que não entende os códigos sociais e não encontra limites para ser reconhecido, ou estar no espaço VIP de qualquer lugar. No fundo, todos somos um pouco dele nessa luta contraditória por visibilidade no meio da massa, mas sem tanta coragem para trocar um bebê por um iPod. Na hora, o mestre Ortega y Gasset me veio à cabeça, e essa é a leitura mais feliz que pude fazer de um espetáculo feio, chato e monótono, embora a genialidade do Sacha como “humorista de nosso tempo” seja evidente.

Visto no Kinoplex Plaza (ainda limpo, mas odeio lugar marcado…)