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Serra e sua campanha fascista

O PIG vem se esmerando em afundar ainda mais na lama. Omitir descaradamente a confusão envolvendo Serra, Tasso e o padre cearense de Canindé do São Francisco é mais uma prova de que estamos lutando contra um partido nanico (os tucanos, vazios de ideias) e um gigante (a mídia golpista).

Segue o áudio da CBN. Vamos espalhar.

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/politica/2010/10/16/VISITA-DE-SERRA-TERMINA-EM-TUMULTO-EM-CANINDE-NO-CEARA.htm

Obrigado, PIG!

Eu me rendo. O PIG (mais uma vez, Partido da Imprensa Golpista) é muito bom, um prodígio de capacidades midiáticas e imagéticas.

Sob o pretexto de detonar a candidatura de Dilma com perguntas imbecis sobre seu passado na luta armada, a revista Época criou um ícone de publicidade comparável à já histórica foto de Obama em aquarela, ou mesmo a célebre imagem de Mao-tse-tung. Ou seja, trabalhou de graça para a vítima do ataque, um primor de inteligência.

A reportagem-traque-de-massa da revista da Globo é tão bobinha e sem graça que nem vou deixar link. Não é pra esconder não, mas pra poupar a perda de tempo. Coisa de débil mental mesmo, cheia de furos e com um ar de “sim, e daí?”. Vejam o comentário do Brizola Neto no Tijolaço, é melhor.

Alguém instiga fazer umas camisas vermelhas com essa foto?

Comentário – 22/08/2010

Enviado por Ana Fabíola Ferreira, aí está um link com o arquivo para a impressão do transfer da camisa: http://sindromedeestocolmo.com/archives/2010/08/camiseta_de_dilma_-_faca_a_sua_tambem.html/

Dilma no JN

Reitero as diversas críticas à condução da entrevista da candidata Dilma Rousseff no Jornal Nacional. O casal 20 do PIG e da TV Globo, William Bonner e Fátima Bernardes, quase que não se segurava com tanta ânsia de desequilibrar Dilma a todo custo, recorrendo mesmo a comparações idiotas (“e a Rússia?”, pra falar o mínimo).

Para que não digam que esse blog faz críticas absurdas à Globo e Bonner, aguardo a entrevista de José Serra no JN para que, em respeito à isonomia, o candidato tucano responda às seguintes perguntas:

– Se o sr. preparou-se a vida inteira para ser presidente, como explicar as sucessivas grosserias e ameaças contra jornalistas, na frente e por trás das câmaras?

– Qual o seu projeto de gestão?

– Como o sr. se sente por ter participado de um governo que quebrou as finanças nacionais, entregou a economia na mão de financistas, bloqueou o crescimento econômico, esfacelou as universidades e tem, hoje, péssima avaliação popular?

Se não forem feitas, estará consumada mais uma picaretagem.

Segue belo comentário: http://www.brasilianas.org/blog/luisnassif/o-dia-em-que-william-bonner-escorregou#more

PS 1 – Para ser âncora de telejornal do PIG, precisa ter ensino médio completo?

PS 2 – O verdadeiro Casal 20 do jornalismo brasileiro sempre será Leila Cordeiro e Eliakim Araújo, e ponto final.

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Serra no JN

Atualização do post, com mais um comentário de Nassif: http://www.brasilianas.org/blog/luisnassif/a-entrevista-de-serra-no-jn

Mainardi fujão

Repassando do Blog do Miro:

Temendo ser preso, Diogo Mainardi foge

Por Altamiro Borges

Em sua coluna na Veja desta semana, Diogo Mainardi, o pitbul da direita nativa, deu uma notícia que alegrou muita gente. Anunciou que deixará o Brasil. Num texto empolado, ele não explica os motivos da decisão. A única pista surge na frase “tenho medo de ser preso” – será uma confissão de culpa? “Oito anos depois de desembarcar no Rio de Janeiro, de passagem, estou indo embora. Um vagabundo empurrado pela vagabundagem”. Concordo totalmente com a primeira descrição!

O enigmático anúncio levantou muitas suspeitas. Para o blogueiro Paulo Henrique Amorim, uma das vítimas das difamações e grosserias deste pseudojornalista, ele está fugindo para não pagar o que deve. “O Mainardi me deve dinheiro. Ele perdeu no Supremo Tribunal Federal, por decisão do Ministro Toffoli, recurso em uma causa que movo contra ele. Contra ele e o patrão, o Robert (o) Civita… Interessante é que o próprio Mainardi foi quem disse que só escrevia por dinheiro”.

“Fim de uma era de infâmia”

Luis Nassif também suspeita que Mainardi vá deixar o país para evitar a Justiça. A referência ao medo de ser preso “é real. Condenado a três meses de prisão por calúnias contra Paulo Henrique Amorim, perdeu a condição de réu primário. Há uma lista de ações contra ele. As cíveis, a Abril paga, como parte do trato. As criminais são intransferíveis. E há muitas pelo caminho. Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo, em vão. Ele foge para todo lado”.

Para o blogueiro que já foi alvo das agressões do pitbul da Veja, o festejado anúncio representa “o fim de uma era de infâmia”. “O problema não é o Mainardi. Ele é apenas uma figura menor que, em uma ação orquestrada, ganhou visibilidade nacional para poder efetuar os ataques encomendados por Roberto Civita e José Serra. Quando passar o fragor da batalha, ainda será contado o que foram esses anos de infâmia no jornalismo brasileiro”.

“Sou um conspirador da elite”

André Cintra, editor de mídia do portal Vermelho, apresenta ainda outra hipótese. Ele constatou que Mainardi perdeu espaços na imprensa, inclusive na Veja. “Ele perdeu credibilidade e, talvez, renda”. Essa suspeita já fora apontada, algum tempo atrás, por Alberto Dines, do Observatório da Imprensa. “Há poucos meses, ele puxava o cordão dos que mais recebia mensagens; agora nem aparece no esfarrapado Oscar semanal. O leitor da Veja já não agüenta tanta fanfarronada”.

Levanto aqui outra suspeita. Filhinho de pai, Mainardi sempre fez turismo pelo mundo. Ele não tem qualquer vínculo com o país e seu povo. Até escreveu um livro sugestivamente intitulado de “Contra o Brasil”. Na fase recente, com a eleição de Lula, seu ódio ficou mais doentio. “Sou um conspirador da elite, quero derrubar Lula, só não quero ter muito trabalho” (Veja, 13/08/05). Ele chegou se gabar de “quase ter derrubado o presidente Lula” e ficou furioso com a sua reeleição.

Coitado do cão sarnento

Este “difamador travestido de jornalista”, como bem o definiu o ministro Franklin Martins, fez inimigos por todos os lados. Satanizou o sindicalismo, o MST, os intelectuais e as lideranças de esquerda no país e no mundo. Apoiou o genocídio dos EUA no Iraque e destilou veneno contra Fidel Castro, Evo Morales e Hugo Chávez. O seu egocêntrico “tribunal macartista mainardiano”, no qual fez acusações levianas contra vários jornalistas, gerou protestos das entidades do setor.

Odiado por todos e prevendo a derrota do seu candidato nas eleições de 2010, Mainardi anuncia agora: “Vou embora”. Talvez não sinta mais clima para ficar no país e perceba que suas bravatas fascistas não convencem muita gente. Teme até ser preso por suas difamações e calúnias. Não agüentaria a continuidade da experiência aberta pelo presidente Lula, com a eleição de Dilma Rousseff. No twitter, brinquei que sua fuga lembra o cachorro sarnento que abandona o próprio dono. Muitos reagiram: é sacanagem com o pobre animalzinho. Concordo e peço desculpas!

Curso Básico de Jornalismo Manipulativo

Não me perguntem quem é o autor, mas achei na net esse fantástico Curso Básico de Jornalismo Manipulativo:

http://baixandonafaixa.blogspot.com/2010/01/curso-basico-de-jornalismo-manipulativo.html

São 305 páginas de uma análise profunda e repleta de exemplos sobre os mecanismos do PIG (Partido da Imprensa Golpista) para a difusão de ideias conservadoras e a desestabilização política. Merece atenção e será um documento ainda mais útil no futuro.

De Escritor Enigmático

João,

Na verdade, a terceira edição atualizada está com 471 páginas e especifica mais de 400 técnicas de manipulação.

http://cbjm.wordpress.com/

A Turma

Veja, Twitter, Galvão e Saramago

O que esses “trending topics” tão díspares tem a ver um com o outro?

Segue abaixo excelente texto do Flávio Gomes, que ganhou minha admiração. Repito o que venho dizendo há anos, especialmente a meus alunos, sobre esse hebdomadário imundo da Editora Abril: eu só temo pelos adolescentes que leem e acreditam nessa fossa impressa.

http://colunistas.ig.com.br/copa2010flaviogomes/2010/06/19/563/

Serra, o neocon

Retirado do Blog do Nassif (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/29/o-fator-serra-e-as-marcas-no-psdb/). Análise perfeita da situação. Como venho dizendo, essa será uma campanha difícil para o bom senso e a inteligência.

29/05/2010 – 20:39

O fator Serra e as marcas no PSDB

As obviedades dessa campanha são de cansar.

Serra dá o tiro na Bolívia. Aí a Veja aparece com a matéria prontinha, mostrando o perigo boliviano. Daqui a pouco vão ressuscitar os 200 mil guerrilheiros das FARCs que invadirão o Brasil pelo mar.

Agora, o Ruy Fabiano – contratado pela campanha de Serra – levanta a bola na coluna do Noblat, dizendo que graças à falta de ação do Itamarati, esse será uma das peças da campanha.

Onde esse pessoal está com a cabeça? Criaram um mundo circular em que meia dúzia de neocons falam para eles próprios sem se dar conta do entorno. É um autismo assustador. Montam toda uma encenação, articulam aqui e ali, Serra solta o rompante, a Veja repica a matéria, o Fabiano autoelogia o brilhantismo da estratégia do próprio grupo, todos rodopiando no meio do salão escuro, como nas velhas conspirações político-midiáticas, julgando que ninguém está acompanhando o bailado.

E a Internet inteira olhando aquele bailado louco e se indagando: o que deu neles? Montam toda uma encenação, supondo-a esperta, para um tema que só encontra ressonância em eleitores de ultradireita e nos órfãos de Sierra Maestra.

Cada vez que acompanho discussões sobre Cuba, Venezuela, Bolívia, guerra fria, aliás, dá um desânimo danado. São temas não apenas distantes da vida comum, do dia a dia real das pessoas, como da própria realidade política atual do país. É restrito a um mundico de nada na Internet, apenas isso. A importância desse tema é assegurar, no longo prazo, a consolidação de uma integração comercial e física da América Latina, algo que vai muito além das discussões de campanha.

Pode-se criticar pontualmente o Itamarati por uma ou outra atitude – quando, por exemplo, houve a expropriação de empresas brasileiras na Bolívia. Ou pela demora em se avançar na integração continental. Ou pode-se elogiar, sustentando que essa política cautelosa foi importante para garantir a estabilidade política da região, ameaçada pelos arroubos de Chávez e pela inexperiência de Morales.

Mas são discussões específicas, longe de configurar uma doutrina capaz de sensibilizar eleitores.

Em relação ao Mercosul, Serra repete os mesmos discursos dos anos 90, quando questionou o acordo automotivo com a Argentina. Em relação à Bolívia, retrocede ao período da Guerra Fria. Não conseguiu avançar uma análise minimamente diferenciada. É como se tivesse hibernado por 15 anos das discussões nacionais e acordado de repente.

E tudo para garantir o factóide da próxima semana, a próxima chamada de capa de Veja.

Não há a menor preocupação em definir um conjunto articulado de ideias e conceitos. É o que em jornalismo se chama de “o mancheteiro”, o sujeito capaz de extrair um slogan de uma matéria mas incapaz de escrever o artigo de fundo.

O resultado é patético.

Junto à centro-esquerda tornou-se uma caricatura. Quando cruzo com algum antigo militante do PSDB de Montoro e Covas, recebo olhares irônicos, tipo «em que fomos nos meter». Junto aos neocons, sempre será apenas um oportunista que quer embarcar na onda sem nunca ter pertencido ao grupo.

O resultado de tudo isso é o suicídio político de Serra. Terminada a aventura das eleições, haverá uma reconstrução da oposição. E, hoje em dia, sobram dúvidas sobre a viabilidade do PSDB de continuar comandando as oposições. As loucuras desse estilo neocon desvairado, a truculência nos ataques a adversários e a aliados, o uso de jornalistas cúmplices para atacar colegas, não apenas comprometeram a eleição de Serra, mas a própria viabilidade do PSDB como líder da nova oposição.

Será um duro trabalho de reconstrução da imagem do partido.