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Camino del Indio

Espero, algum dia, me dedicar mais a ler, ouvir e divulgar a obra de Atahualpa Yupanqui, um gênio latinoamericano. Isso vai desde colocar links no blog até, um dia, traduzir um de seus livros para o português, se me alcança o talento para tanto…

A homenagem de hoje é “Camino del Indio”, escrita por ele ainda antes dos 20 e numa versão muito antiga, com a voz não tão madura. É o começo de um Top 10 Atahualpa.

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Sem palavras

Morre, na Argentina, a inesquecível Mercedes Sosa, aos 71 anos.

Não há como descrever a importância de Mercedes, “La Negra”, para a música de toda a América Latina. Nem elencar todas as suas brilhantes interpretações, desde clássicos do folklore argentino até a nossa MPB.

Fico com uma lembrança para animar o domingo e a semana, de um momento genial de sua carreira pela música do igualmente gênio Atahualpa Yupanqui.

Raatukama, Don Sixto…dyusulpaa!

Por acaso, soube apenas no sábado que o mestre da chacarera e dos quichuístas argentinos, o grande Don Sixto Palavecino, faleceu desde abril em sua querida Santiago del Estero. A correria da vida é tanta que não acompanhei esse fato, e só agora posso lamentá-lo.

Don Sixto é o artista argentino por excelência. Respeito muito o tango portenho e Piazolla, mas a alma do país é o “folklore” do Noroeste, com seus vários ritmos. Chacareras, zambas, gatos, vidalas, carnavallitos, cuecas, yaravís. Basta ouvir o “bombo legüero” tocar para saber onde se está. E o violino de Don Sixto, que soube manter viva por mais de 60 anos a cultura quichuísta de Santiago e legou às novas gerações uma tradição que não pode ser abandonada.

Claro que Atahualpa Yupanqui é um mito, e o folklore está longe de acabar. Que o digam León Gieco, Suma Paz, Soledad, o Chaqueño e outros. No entanto, a poesia do Palavecino tem algo de suave que não é tão fácil de encontrar pelos caminhos. Só espero que, quando finalmente eu possa conhecer Santiago, ainda encontre “los quichuístas que cantan chacareras al llegar la tardecita”. Para “caminar sin hacer ruído, sin despertar el cachillo dormido”. Raatukama, Don Sixto, dyusulpaa (até logo, e obrigado)!

Vídeo dos anos 80, com chacarera bilíngue (quíchua santiaguenho e castelhano):