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Filmes de graça pela Net

A dica vem do amigo, professor e blogueiro Rodolfo Cabral. Nesses três sites aí embaixo, é possível ver muita coisa boa do cinema e, o que é melhor, tudo de graça. Como esse blog e seu responsável são contra a aristocracia do conhecimento, e boa parte deles não são encontrados com facilidade, não dá pra não visitar.

http://setimoprojetor.blogspot.com/

http://filmespoliticos.blogspot.com/

http://www.laranjapsicodelica.blogspot.com/

http://cineforum.livreforum.com/index.htm?sid=c514d3709b01e1e4e71e180d3705fa0b

Direito e cinema

Atendendo a pedidos diversos  (André, Marcela, Jane e Talita), remexi nos meus arquivos e encontrei uma lista de filmes que considero importantes para a formação dos alunos. Não que sejam imperdíveis ou essenciais, mas servem para despertar, de várias formas diferentes, um questionamento acerca do papel do direito – assim como desmistificá-lo.

Por enquanto, aí estão 10 sugestões. Cortei filmes fundamentais para mim (Asas do Desejo, Solaris, Trono Manchado de Sangue) e fugi do esquema de filmes policiais de Hollywood que, em geral, são bem repetitivos. Aos poucos vou me lembrando de mais alguns. Vamos lá:

Laranja mecânica (S. Kubrick) – clássico dos anos 70, faz repensar o papel do Estado e dos controles no mundo de hoje. Tratamento Ludovico, quem topa?

Dogville e Manderlay (L. von Trier) – nesses dois, temos a velha e boa questão: o que é viver em comunidade? Desse ninguém sai ileso.

Edukators (H. Weingartner) – Momento de reflexão sobre a juventude e a difícil quebra dos padrões sociais. Indicação especial para a galera abaixo de 20

O sol é para todos (R. Mulligan) – Esse é lindo. Certamente a imagem mais bonita do direito, com o grande Gregory Peck num show de dignidade.

Justiça e Juízo (Maria Augusta Ramos) – Os dois documentários mostram a realidade do processo penal brasileiro com uma crueza impressionante. O que mais assusta é visualizar a tal “violência simbólica do discurso jurídico”, principalmente pra quem está começando.

Noite e Neblina (A. Resnais) – Um documentário média-metragem sobre os campos de concentração nazistas, pela lente assustadoramente suave de Resnais. É duro, mas merece ser visto.

Doze homens e uma sentença (S. Lumet) – Nem gosto muito do filme, mas reconheço que é bom para alimentar uma dúvida sobre as certezas do direito e motivar uma reflexão maior sobre prova, verdade, interpretação etc.

O processo (O. Welles) – Excelente transposição do clima claustrofóbico do livro de Kafka, com a genialidade de Orson Welles.

The corporation (J. Bakan) – Documentário sobre o mal que as corporações provocam no mundo atual. Imprescindível para perceber como o direito é  um instrumento das forças econômicas, e como nossos conceitos não são nada neutros.

 

Homenagem ao Velho Buk

Charles Bukowski, o velho safado, merece um post melhor. Mas não dá pra deixar de lado essa homenagem rara aqui em Recife. Espero ir ao menos algum dia…aí vai o link da matéria do DP: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/07/viver1_0.asp