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FHC, nosso defensor

Confesso que meu intelecto mediano e alto grau de miopia política (somada aos dois da ocular) não me permitiram alcançar os novos argumentos lançados por FHC contra a candidatura Dilma. Como a leitura direta, de tão clarividente, poderia cegar olhos mais sensíveis, segue o link com trechos comentados:

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-04-01_2010-04-30.html#2010_04-03_21_47_19-10045644-0

O ex-presidente explica tudo direitinho, mas não entendo o porquê de tanta indignação. Se um país conseguir um crescimento aos moldes chineses com democracia, eleições livres, imprensa idem, um Estado de Direito consolidado, inclusão social e redução de desmatamentos, seria motivo para soltar fogos de alegria e não lamentações.

Outra coisa me impressionou. Ao temer “um modelo de sociedade que se baseia na predominância de uma forma de capitalismo na qual governo e algumas grandes corporações, especialmente públicas, unem-se sob a tutela de uma burocracia permeada por interesses corporativos e partidários”, o sábio FHC esquece que foram paridos em seu governo os grupos financistas que controlam a economia brasileira e o “polêmico” Daniel Dantas. Quando os economistas do Real enchiam os bolsos com operações cambiais suicidas, FHC bajulava Bill Clinton em troca de afagos inúteis ao país.

FHC está com medo da ameaça vermelha, do crescimento econômico ou do puro e simples esquecimento? Eu não entendi nada mesmo.

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Ainda o PNDH-III

A guerra do PNDH rendeu bons exemplos de muitas mazelas da política brasileira atual.

Teve político ensaboado (Serra dizendo que se posicionaria depois como “cidadão”), mídia golpista (o PIG criticando o que já constava nos Planos anteriores, do governo FHC), oportunismo (Nelson Jobim, o militar sem patente) e, claro, a revelação de como o tema ainda é difícil de encarar.

Aliás, é incrível como a política de indenizações aos perseguidos, muitas delas injustas e excessivas, não despertou nem um décimo da indignação demonstrada com a Comissão da Verdade. No fundo, melhor que o pagamento de pensões é a abertura pura e simples dos arquivos, com responsabilização dos agentes pelos crimes comuns imprescritíveis. Sem revanchismo.

Para refletir sobre o rescaldo da aprovação do PNDH, um artigo do meu amigo Roberto Efrem, professor da UFPB e militante dos DH desde sempre:

Roberto Efrem – Os direitos humanos sob conflito 

PS – os outros artigos da Carta Maior sobre o tema também estão excepcionais.

O Supremo Presidente

Hoje, no fim do dia, foi divulgada a notícia de emenda ao Regimento Interno do STF. A alteração é simples: no caso de empate em votação do Plenário decorrente de licença médica ou afastamento de Ministro, o Presidente tem o voto de qualidade. Ou seja, seu voto prevalecerá em termos de conteúdo sobre o dos demais colegas quando a composição do órgão tiver número par, valendo na prática como um “voto dobrado”.

Sei que a técnica do voto de qualidade é utilizada em vários colegiados, especialmente das instâncias administrativas. No entanto, conferir tal prerrogativa ao Presidente do STF em detrimento de outras alternativas menos concentradoras do poder (adiamento do julgamento ou não-participação do presidente na votação a fim de manter o número ímpar etc.) é uma clara mostra de como a gestão Gilmar Mendes está destruindo o que é chamado por alguns de “Pretório Excelso”. Uma soma de medidas casuísticas e cercadas de prepotência, com a anuência calada de quase todos. Seriam eles professores do IDP, entidade privada comandada por Mendes?

Obrigado, FHC, por nos deixar esse souvenir de sua passagem infeliz pela política brasileira.

Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=117278

Vox populi…

Para abrir a semana, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) foi forçado a anunciar nova pesquisa de opinião sobre aprovação do governo Lula e cenários possíveis para as eleições de 2010. Sem apego aos números, vamos aos fatos:

Lula, com ou sem filme, tem 78% de aprovação e é um fenômeno único na História do Brasil, o maior líder popular e democrático desse pobre país.

Em todos os cenários eleitorais, há indicativos de que o presidente fará seu sucessor, cabendo apenas um dilema dentro da base aliada sobre eventual divisão entre Ciro e Dilma.

Serra está liquidado da parada, foi pro morto do baralho e de lá não sai. As únicas chances do PSDB apertar vêm da candidatura de Aécio, e, mesmo assim, com grandes dificuldades.

Qual o grande personagem dessas conclusões? Sim, ele, FHC, o príncipe dos sociólogos e responsável pela Aufklärung política e econômica do Brasil. Ele, o suposto guia rumo à “mudernidade”, está atrás de cada afirmação.

75% dos eleitores considera o governo Lula superior ao de FHC, e metade jamais votaria num candidato adotado pelo ex-presidente. Serra é devorado nas pesquisas pois sua imagem é colada à de FHC, por ninguém saber o que ele pensa. Aécio só sobrevive por não ser associado ao PSDB, pois, quando for, vai igualmente para a cova. Qualquer associação com o PSDB e, principalmente, o governo FHC é derrota na certa.

Em entrevista recente, o tucano auxiliar Roberto Freire desconversou sobre a associação da oposição à imagem de FHC, insinuando que ele deve ser “esquecido”. Infelizmente, esse não é um argumento válido, haja vista a crítica ao governo Lula que, imediatamente, gera no eleitor a comparação com as “vacas magras”. Ou seja, FHC é um estorvo, um carma que hoje a oposição carrega, o que mostra qual será o seu lugar na memória política nacional.

Sobre isso, e sem mais, mandou bem o Leandro Fortes: http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5563

Vox populi, vox Dei!

 

Pobre FHC

Dessa vez o Nassif pegou pesado com FHC. Chega deu pena do “Farol de Alexandria” (PHA), mas todo castigo é pouco. Aliás, o maior está sendo esse mesmo, o esquecimento e desprezo até pelas pouquíssimas coisas boas que advieram.

Eu li atentamente a entrevista de FH no livro “Cabeças de Planilha” do Nassif, cuja leitura recomendo, e fiquei com a mesma impressão de ver um homem idoso confessando que, em 8 anos à frente de uma potência econômica adormecida, não foi capaz de ter UMA só ideia modernizadora e desenvolvimentista. Nas palavras do próprio, problemas como perda de mão-de-obra qualificada e degradação da indústria local “nunca foram discutidos”, pois, afinal, “capitalismo é assim mesmo; uns quebram, outros surgem”. Infelizmente quem quebrou foi o Brasil do sábio FHC.

Link: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/04/fhc-como-matar-um-projeto-de-oposicao/#more-37514

Espero q o Nassif não cobre royalties por tantos links que ando fazendo pro blog dele 😉

Lula > FHC

Enquanto Lula é considerado mundo afora o maior estadista da atualidade (superando até mesmo a Obamamania em poucos meses de governo desse último), FHC, o deslumbrado, planeja a melhor forma de por fim à sua vergonha e inveja.

O coitado sonhava em ser chamado para dezenas de palestras por milhares de dólares (convites escassos), ser secretário-geral da ONU (mal conseguiu um bico) e ser idolatrado pelo povo brasileiro como o salvador da economia (índice baixíssimo de aprovação e memória). Atualmente, FHC ensaia seu “gran finale”: como disse um colega ontem, abrir a boca com as mãos, ao melhor estilo Didi Mocó, com transmissão ao vivo pelo JN e capa da Veja.

Esse comentário infame serve apenas para introduzir a coluna de Luís Nassif, direta ao ponto:   http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/07/a-cara-do-brasil/

Coluna Econômica 07/10/2009

Em meu livro “Os Cabeças de Planilha”, a partir da observação do dia a dia da economia, procurei desenvolver a tese de como se daria o estalo, o processo que deflagraria a percepção de desenvolvimento nacional e que pudesse vitaminar todo o organismo econômico, tal como ocorreu no governo JK.

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