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Ok, Santinha

Atendendo a pedidos, faço uma homenagem ao Santa Cruz pela vitória de ontem sobre o Botafogo. De fato, teve ares de milagre e não acontece todo dia. Vamos ver se agora o time embala e, depois de ser mais uma vez massacrado pelo Sport na final do Pernambucano, o Santinha sobe pra Série C.

Foto de uma torcida respeitável e simpática, embora menor que a do Leão:

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Rubro-negrices

Ontem fui à Ilha acompanhar a estreia do Sport no Pernambucano contra o time de Araripina. Além da sensação boa de voltar a ver o Leão em campo, encontrar alguns conhecidos e conhecer alguns reforços, o extra-campo me interessou mais.

Ao contrário do costume, ficamos nas sociais. Pois é, sou sócio e não frequento o setor exclusivo, que tem cadeirinhas e tudo, por ser o maior celeiro de uma categoria de torcedor muito chata. Corneta, urubu, pé-frio…não importa o nome, é sempre uma mala sem alça com voz irritante que senta atrás de você nas sociais e passa o jogo todo falando mal, compulsivamente.

O corneta da noite tinha uns 20 e muitos como eu, e estava  com a mulher e o filhinho de 4 anos.

Primeiro minuto, duas frases: “Já fez merda”  e “Esse ano vamos passar vergonha”. É a Pitonisa.

Depois disso, foram 90 minutos de xingamentos a jogadores, vaias, acusações, reclamações quando o sujeito chuta, quando não chuta, e, claro, exortações diversas à coletividade, como já abordado no post “Natureza jurídica do Twitter”. Coisas como “não venho mais esse ano” já estavam esgotando minha paciência.

Mas o pior não é isso. O corneta acha pouco ser infeliz e frustrado com a vida e tenta passar seu estilo – “o estilo é o homem”, diria Marco Maciel – para a pobre criança. Ensinando o menino a chamar “atacante burro”, “perronha”, “bota o pé na forma” e outras frases patéticas. O ápice veio no fim do 1º tempo, quando a figura diz em alto e bom som:

“UUUUUUUUU! Vamos, meu filho, vamos vaiar o Sport com papai! UUUUUU!”

O resto foi mais do mesmo, um pouco atenuado pelo golzinho miado de Ricardinho (bom jogador, por sinal).

O que leva essas pessoas a sair de casa, ir para um jogo de futebol, ou simplesmente viver? Como se ver o Sport, em qualquer situação, não fosse bom. Em raríssimas ocasiões eu vaiei meu time, e sempre me arrependo depois. A alegria do verdadeiro rubro-negro está na luta e na persistência, e não em resultados. Se quisesse um time megavitorioso e com um orçamento que me permitisse cobrar resultados impiedosamente, torceria para o Real Madrid.

Só tenho pena da pobre criança.

Túnel do tempo

Esse time era PAU, acho que minha primeira lembrança consciente de torcer pelo Sport. Se não me engano, eu estava nesse jogo no Arruda e Hélio, sempre ele, massacrou o time das bonecas (quando ainda nem tinha esse apelido) na final com 3 gols.

Pena q essas novas gerações não sabem quem foi Hélio (o único MATADOR q vi jogar no Sport), Moura, os perronhas Ataíde e Chico Monte Alegre e, acima de tudo, o inesquecível Ailton na zaga.  Bons tempos os anos 90 pra gente…