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Cumbia!

Minha recente viagem a Colômbia na Semana Santa serviu para confirmar uma coisa: eu adoro ouvir cumbia! Esse ritmo colombiano, que se popularizou bastante na Argentina e era sempre mencionado por Carlitos Tevez em sua passagem pelo Brasil, é quase viciante de tão bom.

Aliás, uma coisa irritante é que boa parte dos grupos que dizem tocar “música latina” em Recife – Capim Cubano, Academia da Berlinda – são na verdade belos covers de cumbia, mas não dão o crédito ao ritmo e fazem crer que é uma espécie de salsa. Bem, eu não sou musicólogo.

Agora, na sequência, três videozinhos simpáticos.

O primeiro é uma cumbia clássica e pegajosa, a argentina “Pollera amarilla” (Saia amarela), na voz de Gladys – La Bomba Tucumana:

E agora, uma proposta mais moderna, que eu conheci no último Recbeat do Carnaval 2011. É um grupo massa chamado Kumbia Queers, que faz versões incríveis de rock para cumbia. Quero agora vê-las em São Paulo. Essas em seguida são das clássicas These boots are made for walking, de Nancy Sinatra, e Sheena is a punk rocker, dos Ramones:

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Mais Copa

Tá difícil escrever no blog, e mais ainda escrever sobre algo que não seja a Copa do Mundo. Eu teria até um outro assunto muito feliz a tratar, mas prefiro segurá-lo por uns dias a mais…

Depois de um monte de olhares enviezados e resmungos, está decidido: nesta Copa virei torcedor da Argentina. Apesar de achar difícil que ela chegue até a final, dá gosto de ver o verdadeiro futebol sul-americano em campo, com um craque (Messi), um cérebro (Verón, La Brujita) e um centroavante inspirado (Higuaín). Também estou muito feliz com o Uruguai – eita time danado pra estragar festa em casa alheia… – e esperançoso que a Holanda mostre algo melhor.

Em homenagem à goleada de hoje, dois ótimos vídeos da Quilmes para as Copas de 2006 e 2010. É tão ufanista que chega a ser cômico, mas ainda assim dá um show de criatividade em cima dos brahmeiros e das latas falantes daqui. Aliás, queriam Brahma e Skol ser uma Quilmes gelada 😉

Clima de Copa

Depois de um semestre bem estressante, chegou a hora de relaxar com a Copa, uma das coisas mais inúteis e prazerosas que já inventaram.

Apesar de adorar futebol, não torço pela seleção brasileira e fico até irritado com tanta patriotada em torno de um time chato e burocrático. Prefiro sempre que vença o melhor para ver futebol de qualidade, mesmo que seja num estilo duro como o da Alemanha – que, merecidamente, está ganhando de 2 a 0 da Austrália neste exato momento.

Esse ano, espero que dê Holanda ou Argentina. Aliás, estou torcendo mesmo é pra Argentina, pois não vejo a hora do futebol-arte de Maradona, Messi e Verón calar a boca de muita gente. Aproveitando a onda do Twitter…CALA BOCA GALVÃO (tomara que isso aumente os acessos no blog…).

Sobre isso, um belo artigo de Miguel Rios no JC de hoje:

http://jc.uol.com.br/coluna/o-papo-e-pop/noticia/2010/06/12/odiamos-amar-maradona-225110.php

Brasil x Argentina no processo civil

Encontrei no Consultor Jurídico um bom artigo de Barbara Gomes Lupetti Batista com uma comparação entre a prática judicial cível no Brasil e na Argentina, mostrando que nem sempre nosso Judiciário é tão ruim assim. Me interessei muito pela ideia dos julgamentos não presenciais em Tribunais, por se assemelhar a um dos meus projetos do PIBIC, e no livro de Clifford Geertz citado por ela.

http://www.conjur.com.br/2010-mar-20/argentina-despachar-peticao-juiz-civel-absoluta-excecao

Camino del Indio

Espero, algum dia, me dedicar mais a ler, ouvir e divulgar a obra de Atahualpa Yupanqui, um gênio latinoamericano. Isso vai desde colocar links no blog até, um dia, traduzir um de seus livros para o português, se me alcança o talento para tanto…

A homenagem de hoje é “Camino del Indio”, escrita por ele ainda antes dos 20 e numa versão muito antiga, com a voz não tão madura. É o começo de um Top 10 Atahualpa.

Sem palavras

Morre, na Argentina, a inesquecível Mercedes Sosa, aos 71 anos.

Não há como descrever a importância de Mercedes, “La Negra”, para a música de toda a América Latina. Nem elencar todas as suas brilhantes interpretações, desde clássicos do folklore argentino até a nossa MPB.

Fico com uma lembrança para animar o domingo e a semana, de um momento genial de sua carreira pela música do igualmente gênio Atahualpa Yupanqui.

Raatukama, Don Sixto…dyusulpaa!

Por acaso, soube apenas no sábado que o mestre da chacarera e dos quichuístas argentinos, o grande Don Sixto Palavecino, faleceu desde abril em sua querida Santiago del Estero. A correria da vida é tanta que não acompanhei esse fato, e só agora posso lamentá-lo.

Don Sixto é o artista argentino por excelência. Respeito muito o tango portenho e Piazolla, mas a alma do país é o “folklore” do Noroeste, com seus vários ritmos. Chacareras, zambas, gatos, vidalas, carnavallitos, cuecas, yaravís. Basta ouvir o “bombo legüero” tocar para saber onde se está. E o violino de Don Sixto, que soube manter viva por mais de 60 anos a cultura quichuísta de Santiago e legou às novas gerações uma tradição que não pode ser abandonada.

Claro que Atahualpa Yupanqui é um mito, e o folklore está longe de acabar. Que o digam León Gieco, Suma Paz, Soledad, o Chaqueño e outros. No entanto, a poesia do Palavecino tem algo de suave que não é tão fácil de encontrar pelos caminhos. Só espero que, quando finalmente eu possa conhecer Santiago, ainda encontre “los quichuístas que cantan chacareras al llegar la tardecita”. Para “caminar sin hacer ruído, sin despertar el cachillo dormido”. Raatukama, Don Sixto, dyusulpaa (até logo, e obrigado)!

Vídeo dos anos 80, com chacarera bilíngue (quíchua santiaguenho e castelhano):