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Balada em lugar nenhum

Musiquinha previsível para animar um fim de semana antecipado:

Nothing compares 2 U

Essa é do tempo do orelhão de ficha e do cruzado. Não sei a razão, mas é um dos primeiros hits de rádio de que me lembro, já no final dos anos 80.  Na época, ainda se convivia com um “Cidaaaaaaade” no meio da música, para inibir quem gravava fitas cassete. Era o Torrent daquela época…

Depois vi o clipe num dos programas jurássicos da TV Manchete e me encantei pelo rosto e voz de Sinead O’Connor, e nem acompanhei o que ela fez depois. Hoje acho a música brega, mas vez por outra me pego cantando o “nothing compares” no carro.

A festa continua: 80’s forever

Sábado passado assisti ao show da Vibe 8.0, banda legal que dispõe a tocar rock dos anos 80 de verdade. Digo isso pois já estou meio cheio de momentos “anos 80” em festinhas com Superfantástico, Ilariê etc. 

Como recordar é viver, mando duas pérolas não-modinhas dos 80’s – uma nacional, outra internacional (como nos discos de trilha sonora de novela, lembram?). Depois de ouvir a segunda música, me digam: alguém com menos de 20 anos ainda sabe o que seria a sigla KGB?

Alô, Alô, Terezinha!

Cada vez que vejo um filme, tenho a tendência de associá-lo a algum problema, questão, valor ou aspecto maior que transcenda ao momento, por mais banal que seja.

Talvez esse vício leve a algumas visões meio idiossincráticas como a do post anterior, sobre Bastardos Inglórios. Dessa vez, ao assistir ao documentário Alô, Alô, Terezinha! de Nelson Hoifmann, pensei no público-alvo. Gostaria muito que meus alunos de 18-20 anos assistissem a essa revisão crítica(?) do fenômeno Chacrinha no Brasil, mas acho que só alguns saudosistas vão se interessar – ao menos essa foi a impressão de ontem na sala, com 4 ou 5 gatos pingados na casa dos 30-40.

Em geral, o documentário é ruim (personagens mal construídos, edição confusa, algumas visões preconceituosas etc.), mas deve ser visto pelos que não conheceram Chacrinha nem seu programa. Vendo de longe, é impressionante como a gente via aquilo nos anos 80, o que ajuda a mostrar o caminho que o “popular brasileiro” nesses 20 anos sem o Velho Guerreiro. Ver as chacretes feias, gordas e na merda (com exceção de Rita Cadillac) é triste . Saí com a impressão de ter visto não um filme, mas um apanhado de imagens e ideias que dariam fácil pra 2 ou 3 documentários mais coesos, que expusessem o homem Chacrinha, as chacretes, quem era o público, as histórias dos calouros, o famoso “jabá” etc.

Apesar da crítica negativa, sugiro a experiência, especialmente para os que acham o Russo um velhinho estranho no meio das gostosas do Caldeirão do Huck. Deu saudade do Chacrinha…

Visto no Tacaruna (sala imunda) em 24/10/2009.

Tempo bom – pt. 1

Aproveitando, aí vai uma sessão nostalgia de coisas que não voltam mais:

– Clássico sem divisão de ingresso: a maior torcida ia ocupando a arquibancada, e em geral era a nossa 🙂

– Ganhar da Barbie (quando ainda nem tinha recebido esse título) na Casa delas antes da reforma, espremido na geral do Balança-mas-não-cai (bizarro demais aquele campinho…aliás, continua sendo!)

– Hélio e Moura, a maior dupla de ataque do SPORT dos anos 90. Se Hélio estivesse em campo, a gente não estava nessa situação (ok, isso é decadente…)

– Campanha de 1994 no Pernambucano e Brasileiro: Jefferson, Givaldo, Adriano, Sandro e Dedé; Dário, Chiquinho e Juninho; Leonardo, Marcelo (Fábio) e Zinho. Nenhum rubro-negro esquece desse time, nem precisei de Google.

– Vendedor de pulseira (SSSSSSSSSSSÊEEEEEEEEEERRAAAAAA!)

– Chupar rolete de cana, em geral ruim, e jogar no campo pra acertar PMs, juiz ou repórter (das cadeiras da Ilha, bem criança, já acertei um em Hélio Macedo, que na hora falou na Jornal)

– Ouvir narração com Adilson Couto e Roberto Queiroz, e achar que Luiz Cavalcanti é um grande entendedor de futebol (sou incapaz de criticar “Seu” Lula, mexe com meu imaginário infantil)

– Odiar Gilson Cordeiro pelo roubo na Final de 1990 no Arruda, anulando um gol legítimo de Márcio Alcântara e dando o título ao Santinha

– Tomar Pitú e chupar laranja em estádio.

– E o melhor: sair de qualquer estádio de PE (inclusive da casa da boneca) e pegar ônibus sem medo, pois o máximo de agressão que você poderia sofrer era levar um copo de mijo ou uma pilha na cabeça vinda da geral do Arruda. Mesmo morando perto da Ilha, como é o meu caso, tá cada vez pior a volta.

Depois escrevo mais sobre isso…alguém tem mais alguma lembrança boa?