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Balada em lugar nenhum

Musiquinha previsível para animar um fim de semana antecipado:

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Um réquiem para Texticulos

Quem não lembra da Texticulos de Mary, melhor banda da transição dos anos 90 pros 2000 do Recife?

Shows catárticos, provocação num nível absurdo até mesmo para padrões mais progressistas (várias histórias de censura, cortes etc.), letras inteligentes, um radicalismo difícil de ser copiado. Aliás, essa ausência total de limite parece ter dado causa a toda a incompreensão mundial que levou ao fim da banda.

Vamos trocar ideias sobre Texticulos e relembrar os clássicos:

Cumbia!

Minha recente viagem a Colômbia na Semana Santa serviu para confirmar uma coisa: eu adoro ouvir cumbia! Esse ritmo colombiano, que se popularizou bastante na Argentina e era sempre mencionado por Carlitos Tevez em sua passagem pelo Brasil, é quase viciante de tão bom.

Aliás, uma coisa irritante é que boa parte dos grupos que dizem tocar “música latina” em Recife – Capim Cubano, Academia da Berlinda – são na verdade belos covers de cumbia, mas não dão o crédito ao ritmo e fazem crer que é uma espécie de salsa. Bem, eu não sou musicólogo.

Agora, na sequência, três videozinhos simpáticos.

O primeiro é uma cumbia clássica e pegajosa, a argentina “Pollera amarilla” (Saia amarela), na voz de Gladys – La Bomba Tucumana:

E agora, uma proposta mais moderna, que eu conheci no último Recbeat do Carnaval 2011. É um grupo massa chamado Kumbia Queers, que faz versões incríveis de rock para cumbia. Quero agora vê-las em São Paulo. Essas em seguida são das clássicas These boots are made for walking, de Nancy Sinatra, e Sheena is a punk rocker, dos Ramones:

Rosa Amarela

Encontrei há alguns minutos um videozinho massa. Versão de Rosa Amarela, poesia de Carlos Pena Filho musicada e cantada por Junio Barreto com imagens dos puteiros da Augusta.

E o que tem a Augusta a ver com isso? Só quem já andou por ela à noite vai entender como ela é a rua mais debochadamente recifense de São Paulo – ou ao menos do Recife que amamos.

 

 

 

 

Mais brega!

Não adianta, é o ritmo do verão!

Agora, a já clássica Banda Lapada. Ouçam sem preconceito, é bom:

E tome brega!

O maior sucesso do Recife é a banda Faringes da Paixão. Os caras tiveram a sorte de captar o espírito bregueiro da juventude da Veneza Brasileira e dar a ele uma aura pop. Ideia certa na hora certa, pois agora o clima está propício para Kelvis Duran, “vou não, posso não”, Banda Lapada etc.

Leitores não recifenses, não se assustem. Aos poucos vou soltando as pérolas 🙂

Por enquanto, uma do meio mal-gravado CD ao vivo de Faringes, “Garoto de Programa”:

http://www.4shared.com/audio/thRpTxj0/06_Garoto_de_Programa.html

Cariñito

Um dos clássicos da música andina, especialmente do Peru, é esse huayno chamado Cariñito. Uma graça. Mas o melhor de tudo é comparar as muitas versões da música, com graus de originalidade, breguice e inovação a gosto do ouvinte.

Primeiro momento: sikus e charango, o huayno tradicional.

Segundo momento: uma cumbia pra esquentar. O destaque vai para a mise-en-scene e o biquini da protagonista.

Terceiro momento: música andina mais contemporânea, um rock instigado.

Se o leitor ouviu as três, por favor mande seu voto nos comentários 🙂