Arquivo da categoria: Filosofia

Aluno deleuziano

Foi uma grata surpresa ler hoje o texto do meu aluno e ex-monitor Danilo Viana sobre o pensamento de Gilles Deleuze. É reconfortante saber que alguém gosta do que a gente fala em sala, e faz uma leitura honesta dos textos.

Segue o link: http://danilojosevianadasilva.blogspot.com/2010/12/gilles-deleuze-filosofia-para-os-nao.html

Sobre pesquisa

Mais uma contribuição dos alunos-leitores. Agora foi Cezar Martins quem mandou uma síntese perfeita do que é a “alma” da pesquisa, seja em que área for. Simples e direto.

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/o-que-exatamente-e-um-doutorado

Dworkin na moral

Bom domingo a todos!

Pelo Twitter do José Adércio (http://joseadercio.blogspot.com/) eu tive acesso a uma boa resenha de Hugh Baxter sobre Ronald Dworkin. Para ler, clique aqui.

Acho que esse texto, apesar de curto, comenta muito bem o grande problema dworkiniano de amarrar direito e moral como estruturas homólogas ou mesmo idênticas. Falei um pouco sobre essa tensão na teoria do direito nas minhas últimas aulas e agora essa lembrança calhou bem.

Enciclopédia de Filosofia

Descobri via Torrent essa Encyclopedia of Philosophy em 10 volumes, editada por Donald M. Borchert com quase 8000 páginas.

Há uma ênfase natural em filosofia inglesa, mas a menção a temas pouco explorados e a correção das informações faz dela uma fonte muito boa. O PDF tem 54 mb e está no 4shared, mas vale a pena baixar.

http://www.4shared.com/document/8sEEvJGW/Encyclopedia_of_Philosophy_Vol.html

Joseph Raz e a teoria do direito

Um dos maiores teóricos do direito vivos é o americano Joseph Raz, professor de Columbia e um dos mantenedores de uma tradição de estudo de regras e valores que remonta a Austin, Hart e dialoga com Dworkin. Infelizmente, Raz não é tão lido por aqui como Alexy ou o mencionado Dworkin, o que deve mudar ao longo do tempo.

Dentre os vários textos disponíveis no site de Raz (http://sites.google.com/site/josephnraz/), pincei um que pode ser um bom motivo para alguém se animar a ler os clássicos da teoria e pensar em alguns de seus problemas. Vamos lá:

Joseph Raz – Can There Be a Theory of Law

Kaspar Hauser

Durante a sempre boa discussão do GDS (na sexta de ontem sobre texto de Norbert Elias, na próxima sobre Michel Villey), conversamos sobre o caso de Kaspar Hauser, o célebre caso da criança selvagem que foi educada e “civilizada” no século XIX. O fato mereceu muita atenção na época e rendeu um lindo filme de Werner Herzog, embora tenha se perdido o sentido ácido do título original – “Jeder für sich ung Gott gegen alle”, ou “Cada um por si e Deus contra todos”.

Vamos a alguns links bons. Primeiro, a autobiografia do Kasper traduzida em português (créditos ao esforço do blogueiro):

http://www.kasparbio.blogspot.com/

Texto acadêmico bastante simples e elucidativo dos grandes problemas derivados da história:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65642001000200007&script=sci_arttextt

Por fim, o filme todo em 11 partes pelo Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=2m0GVRpl5dA

Bentham e Viehweg: estranha combinação

Atenção: apesar do intervalo de mais de 1 semana sem posts, este blog não está desativado. 1000 desculpas! Aliás, esse já está virando um bordão meu 🙂

Pra reaquecer, reencaminho para todos os links que Heitor Hedler, o rei dos PDFs de filosofia, me mandou semana passada. O primeiro é de um texto precioso de Jeremy Bentham sobre prova judicial, excelente pra quem quer entender bem a lógica dos indícios, verdade, positivismo etc. O outro é o “Tópica e Jurisprudência” de Theodor Viehweg, pra ninguém se queixar do preço do livro na SAFe.

http://www.4shared.com/file/233891317/99b2082a/A_treatise_on_judicial_evidenc.html

http://www.4shared.com/file/233894678/6e4280e4/VIEHWEG_Theodor_Tpica_e_Jurisp.html

No fundo, os dois textos são muito próximos. Ambos tratam do problema das afirmações de verdade no direito, embora por prismas distintos no tempo e na concepção. Cada vez mais concordo com Heitor quanto à necessidade de estudar melhor teoria da prova num viés não-dogmático, pois ela é uma fronteira tão intensa quanto a da hermenêutica para os textos. Vamos aos estudos.