Arquivo do mês: dezembro 2010

Malvados e o direito

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Filmes da semana

Novamente sem tempo, calma e outras condições que permitam textos longos nesse momento. Para registrar, seguem os filmes da semana com estrelinhas (tirando Um quarto em Roma, já comentado):

A mulher do lado (Truffaut) – *** (mais por Fanny Ardant aos 30, coisa linda)

Abutres (Trapero) – **** (excelente thriller, belo filme noir latinoamericano)

Tetro (Coppola) – **** (consciência, delicadeza misturada com força, sentimentos pessoais à flor da pele)

 

 

Cariñito

Um dos clássicos da música andina, especialmente do Peru, é esse huayno chamado Cariñito. Uma graça. Mas o melhor de tudo é comparar as muitas versões da música, com graus de originalidade, breguice e inovação a gosto do ouvinte.

Primeiro momento: sikus e charango, o huayno tradicional.

Segundo momento: uma cumbia pra esquentar. O destaque vai para a mise-en-scene e o biquini da protagonista.

Terceiro momento: música andina mais contemporânea, um rock instigado.

Se o leitor ouviu as três, por favor mande seu voto nos comentários 🙂

Aluno deleuziano

Foi uma grata surpresa ler hoje o texto do meu aluno e ex-monitor Danilo Viana sobre o pensamento de Gilles Deleuze. É reconfortante saber que alguém gosta do que a gente fala em sala, e faz uma leitura honesta dos textos.

Segue o link: http://danilojosevianadasilva.blogspot.com/2010/12/gilles-deleuze-filosofia-para-os-nao.html

Um quarto em Roma

Em 07/09/2007 vi no Cinema Rosa e Silva o filme chileno Na Cama. Argumento interessantíssimo, boa condução, clima bastante sedutor. O que não esperava é que uma proposta tão pequena e enxuta pudesse originar dois remakes, sendo ambos ruins e chatos. O primeiro foi o brasileiro Entre lençóis, e o segundo Um quarto em Roma, do excelente Julio Medem.

Depois do excepcional Os amantes do círculo polar (o romance de Oto e Ana) e do ótimo Lucía e o sexo (esse com Paz Vega arrasando), botei fé em tudo de Medem, mas o Um quarto em Roma me decepcionou. A primeira metade do filme, em que há o encontro de Alba e Natasha, chega a ser constrangedor de tão piegas e pesado. E que trilha incidental é aquela?

A partir de um certo momento, especialmente no amanhecer, senti alguma alma na relação proposta por Medem para as personagens; talvez isso tenha acontecido quando a pretensão de ser sexy arrefeceu. Apenas nessa hora deu para interagir com a ideia, lembrar de sentimentos. Infelizmente Medem perdeu a mão, e carregou demais nas tintas do lirismo erótico quando o amor entre a espanhola e a russa por uma noite exigia algo mais luminoso desde o início. Ah, a Elena Anaya continua muito linda.

Visto no Espaço Unibanco (Augusta, lado de cá) em 08/12/2010.