Arquivo do mês: novembro 2010

Férias

É muita cara-de-pau. Depois de abandonar o blog por 3 semanas, apareço aqui só para avisar que tirarei férias na próxima semana. Tomara que eu consiga postar umas besteirinhas em dezembro. Até lá 🙂

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Cajuína

Ao falar em Torquato Neto, meu aluno e amigo reencontrado Rafael Almeida lembrou que Cajuína, de Caetano Veloso, foi feita em homenagem a ele, por ocasião de sua morte.

A música é linda. Ela vai em homenagem aos meus colegas Chico e Bia da DPU, que estão em Teresina honrando a pernambucanidade e a luta pelo acesso à justiça. Lembrem-se: o calor é um fenômeno psicológico.

Cajuína (Caetano Veloso)
Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

Dead Kennedys e a direita americana

Um desses temas que pouco ou nada me interessam é o das eleições estaduais nos EUA. Apesar dessa indiferença, li por acaso na FSP que Jerry Brown foi reeleito governador da Califórnia, depois de um mandato no começo dos anos 80.

Em homenagem ao tal (que pouco ou nada me interessa), um clássico dos Dead Kennedys, California Über Alles:

Torquato Neto na Bienal

Fui no feriado dar uma volta pela Bienal de Arte de São Paulo e, por um absoluto acaso, tive em minhas mãos um volume da primeira edição do Últimos dias de Paupéria, coletânea de textos jornalísticos, manifestos e poesia do GÊNIO, em maiúsculas, Torquato Neto. Talvez o organizador da instalação, uma espécie de biblioteca viva com cadeiras e portas para espaços secretos, nem lembre dessa preciosidade.

Verdadeiro marco do tropicalismo, o piauiense Torquato mereceria muito mais loas que a glorificação quase que exclusiva de Caetano e Gil como ícones do período. Se algum outro admirador aparecer por esse post, podemos começar uma conversa boa sobre vida e obra.

Por enquanto, e como sempre na correria, mando apenas um registro meio ruinzinho de Gal Costa cantando Mamãe, Coragem. Infelizmente não achei no Youtube a versão clássica dela, de 1968.  Vai também a letra.

Mamãe coragem

Mamãe, mamãe, não chore
A vida é assim mesmo
Eu fui embora
Mamãe, mamãe, não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe, não chore
A vida é assim mesmo
Eu quero mesmo é isto aqui.

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Filmes, mais filmes…

A coisa está cada vez mais feia para o blog. Fui acumulando um monte de filmes e agora parece impossível escrever bem sobre todos.

Para me estimular, vou postar uma listinha dos últimos (talvez tenha esquecido algum) e aí tento rabiscar sobre um ou dois por dia. Vou também mandar umas estrelinhas de 1 a 5. Vamos lá:

Eu matei minha mãe ****

Tropa de Elite 2 ***

Cópia Fiel ****

Rio Dooman *****

A metade do mundo ***

O silêncio *

Uma criança abandonada à beira do rio **

Uma mulher, uma arma e uma loja de macarrão ****

Aceito comentários 🙂

 

Bom Dilma!

Acordei agora. Festa bonita na Paulista ontem, com direito a Alceu Valença. Deu um gostinho de Marco Zero em 2000 e 2002.

Como saí de casa antes do resultado e cheguei com o dia claro, só agora li as notícias sobre a vitória. Nem tem muito o que dizer. Parabéns pra Dilma e pro povo brasileiro, lamentos pela falta de bom senso de Serra, risadas pelas manchetes chorosas do PIG (um deles falou até de Lula em 2014 na manchete..sai do palanque!). O mais já se sabe, e virou história.

Falta só uma coisinha.

OBRIGADO, NORDESTE! OBRIGADO, PERNAMBUCO! Dilma ganharia só com os votos do resto do Brasil, mas essa vitória teve nossas mãos. E sem essa de Bolsa-Esmola ou voto de cabresto, façam-me o favor. 76% dos pernambucanos mostraram a força da nossa nação.

De volta à programação normal.

Azul

Ontem falei sobre o céu azul de São Paulo. É certamente um exagero fazer brincadeiras sobre isso. Aqui faz, sim, céu azul, e dias bonitos de sol.

Mas é um azul diferente do da minha aldeia. O que não me faz ter saudade pura e simples.

Dois momentos do azul. Uma música de Isaar e um soneto do poeta do azul, Carlos Pena Filho. Boa semana de céu azul.

Soneto do Desmantelo Azul (Carlos Pena Filho)

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul  também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.