Coisas detestáveis – varrer calçada com mangueira

Um dos hábitos mais execráveis do meu microcosmo da Consolação, por onde caminho diariamente dentro de um quadrilátero aproximado de 12 quadras entre Bela Cintra, Fernando de Albuquerque, Frei Caneca e Paulista, é o de lavar calçadas com mangueira. Hoje mesmo, na saída para a padaria, desviei de uns 5 chafarizes móveis, com uma torneira numa ponta, um esguicho na outra e um pobre coitado no meio.

Num país em que as pessoas morrem de SEDE, e com regiões que sofrem ou já sofreram racionamentos de SEMANAS SEM ÁGUA, é inadmissível que alguém ligue uma mangueira para tirar folhas, gravetos ou simplesmente areia de suas calçadas. Dá vontade de puxar a mangueira e dar uma vassoura pra criatura, embora a ânsia de quebrar o cabo em sua cabeça seja grande. Sei que esse desperdício de um recurso tão precioso é devido, muitas vezes, à falta de informação, mas dá tristeza (ou, como os paulistanos dizem, “muita dó”) de ver essa estupidez repetida diariamente.

Mas é preciso ser compreensivo com os hábitos locais, não é mesmo? Em Recife também há quem faça isso, aqui não tem racionamento, a água limpa melhor…

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