Um homem sério

Após um mês com dificuldades de postar no blog, retomo os comentários sobre cinema. Agora são apenas isso – comentários, nada de crítica elaborada.

O Um homem sério (A serious man), dos irmãos Joel e Ethan Coen, deixou-me bastante feliz. A proposta de narrar uma história que misture traços autobiográficos, composição de uma época, o dilema entre razão e fé e o peculiar senso de humor dos irmãos deu muito certo, seguindo a trilha do último deles, Queime depois de ler.

É bem sintomático que os melhores filmes sobre crença em Deus e busca por explicações inexistentes, como para as desgraças em série do pobre Professor Larry Gopnik (em genial interpretação de Michael Stuhlbarg), partam de olhares deliberadamente ateus. Por meio da comédia os irmãos Coen fazem lembrar algum traço do Ondas do Destino de Lars von Trier. O problema é que, dessa vez, esse Ser Supremo parece agir como um manipulador sádico, que castiga até quando aparentemente poderia ajudar, como na morte do amante da mulher de Larry. A tensão é, como sempre, bem explorada, e há um indício de que certos conflitos humanos são tratados com um pouco mais de respeito pela dupla. Muito bem!

Visto em DVD, 26/06/2010.

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