O escritor fantasma

Gostei muito de O Escritor Fantasma (The Ghost Writer), filme novo de Roman Polanski que saiu no meio de um turbilhão vivido pelo diretor, com direito a prisão e tudo. É um belo thriller político que toca muito forte numa das maiores feridas da atualidade, a complascência dos “aliados”, capitaneados pelos EUA, com crimes contra a humanidade praticados em nome da “guerra ao terror”.

Como, de certo modo, sou também um ghost, criei empatia com o escritor vivido por Ewan McGregor, em bela atuação. Há em todo momento um certo clima de estranhamento, um “em que eu me meti?”, especialmente quando a real personalidade de Adam Lung, ex-primeiro ministro inglês conivente com violações a direitos humanos e investigado pelo TPI, vem à tona. Como todo filme investigativo, não dá pra fugir de alguma previsibilidade, mas Polanksi controi acima de tudo um ambiente de desconforto que não chega a descambar para a ação. Um cinema com bastante elegância, que sempre evoca modelos clássicos.

Creio que todos sentem e sabem que nada mudará, e nesse ponto o final apresentado por Polanski é coerente, numa cena linda e muito classuda. Só queria saber o que Cherie Booth, esposa do homenageado Tony Blair, achou dela.

PS – o bloqueio ao blog no TRF teve intensidade comparável ao da frotilha da paz em Gaza. Não consigo mais postar de lá, o que, por enquanto, dificulta mais atualizações.

KK

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Uma resposta para “O escritor fantasma

  1. é viage demais teacher…
    mas gostava mais quando passava na tv fechado
    vicio infantil
    xD

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