Natureza jurídica do Twitter

Depois de muito refletir e ponderar (a palavra da vez nas provas de IED 2), consegui entender a alma do Twitter.Além de servir como servidor de notícias disfarçado, já que ninguém se acostumou com o antigo sistema RSS, esse tal “miniblog” nada mais é que a chegada à internet de um comportamento típico de jogo de futebol.

Torcedor que é torcedor nunca pergunta a outro o tempo, quem entrou ou quem saiu. A pergunta genérica – de “saiu quem?” até “quem é esse camisa 17 aí?” – é feita a esmo, sem destinatário. É um método tosco de garantir resposta, mas funciona. Nunca na história das arquibancadas o sujeito ficou sem resposta. Essa manha também é ótima para falar obviedades ou idiotices, que um interlocutor particular não ouviria sem dar um fora. Nesse caso, frases como “é bom mesmo que esse time seja rebaixado” ficam propositalmente no vácuo do pensamento.

Ou seja, eu, você e todos nós – frequentadores de arquibancada, chupadores de rolete (opa) de cana e mastigadores de amendoim “cozinhado” – já tuitávamos muito antes da internet. Ela apenas usa velhas táticas de comunicação e põe um passarinho simpático pra fazer uma chinfra…

OBS – Meu Twitter é @joaochaves_ds , mas pra falar minhas besteiras eu ainda prefiro este blog. Ou a arquibancada da Ilha.

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2 Respostas para “Natureza jurídica do Twitter

  1. a grande diferença é que na arquibancada da ilha ninguém fica sujeito a ouvir o passo a passo da vasectomia do otávio mesquita.

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