Deixa ela entrar

No meio de tanto sucesso da série Crepúsculo (Lua Nova, Eclipse etc.), com vampiros supostamente castos e de estética emo (ouvi dizer, não li nem assisti), foi muito bom conhecer o filme sueco Deixa ela entrar. Como quase todas as obras que chegam daquele país escandinavo, no qual os adolescentes têm cortes de cabelo estranhos e tudo parece rodado num freezer, há uma sensibilidade muito peculiar. Dessa vez, com um drama bonito entre menino e menina separados por uma situação trágica.

O vampirismo é abordado como uma condição angustiante para a menina Eli em brilhante interpretação de Lina Leandersson, não fugindo muito de outros filmes do gênero como, por exemplo, o Entrevista com o vampiro. No entanto, o que existe no Deixa ela entrar é uma transição do simples terror para um romance improvável com momentos muito tocantes. O sexo inexistente ajuda a enfatizar a pressão sofrida por Oskar, que parece se sentir impelido a uma violência que, para Eli, é essencial mas indesejada. Ao menos eu vi o filme assim, quase como um aprendizado entre ambos e, ao final, uma mostra brilhantemente deformada de amor. Muito bonitinho e feliz.

Visto no Cinema da Fundação, 05/12/2009.

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Uma resposta para “Deixa ela entrar

  1. único filme de vampiro que não é gay… de toda forma, não é saturado e é lindo!

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