Salvem El Salvador

Taí uma notícia boa vinda do twitter da Unicap e que nos lembra momentos importantes da Companhia de Jesus, cuja história, especialmente a mais recente após Pedro Arrupe, não é sequer mencionada aos alunos da instituição. 

Missa na Católica homenageia vítimas do massacre de El Salvador, ocorrido há 20 anos
Tiago Cisneiros

As oito vítimas fatais do massacre da Universidade Centro-Americana José Simeón Cañas (UCA), em El Salvador, serão homenageadas nesta segunda-feira (16)  pela Universidade Católica de Pernambuco, em uma missa celebrada pelo Pró-reitor Comunitário, Padre Miguel Oliveira. A cerimônia, que segue uma mobilização internacional da Companhia de Jesus, acontecerá a partir das 18h, na capela da Unicap.

No dia 16 de novembro de 1989, paramilitares do exército salvadorenho invadiram o campus da universidade, em perseguição aos opositores do governo ditatorial do país. O resultado da ação foi o fuzilamento a sangue frio de seis padres jesuítas, a funcionária de sua residência e a filha de 15 anos. Confira os nomes e cargos dos assassinados:

Padre Ignácio Ellacuría – Reitor da UCA

Padre Ignácio Martin-Baró – Vice-reitor da UCA

Padre Segundo Montes – diretor do Instituto de Direitos Humanos da UCA

Padre Juan Ramón Moreno – diretor da Biblioteca de Teologia da UCA

Padre Armando López – professor de Teologia da UCA

Padre Joaquín López y López – fundador da UCA

Elba Ramos – funcionária da residência dos jesuítas da UCA

Celina Ramos – filha de Elba Ramos

Os soldados paramilitares pintaram as paredes da universidade, a fim de atribuir o crime ao grupo guerrilheiro de extrema esquerda Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN). A descoberta de que alguns dos envolvidos haviam sido treinados por um centro militar dos Estados Unidos para tropas latino-americanas gerou uma onda de revolta, especialmente na sociedade norte-americana.

O julgamento do caso, ocorrido em 1990, terminou com a condenação de, somente, dois dos 14 paramilitares participantes. De acordo com apuração do jornal espanhol “El País”, os outros 12 acusados, atualmente, são empresários ou aposentados com cargos nos gabinetes de governo. O periódico apontou, ainda, que a repressão militar em El Salvador, de 1980 a 1992, deixou um saldo de 75 mil mortos, sete mil desaparecidos e centenas de milhares de órfãos, viúvas e desabrigados.

Saiba mais sobre o massacre em reportagem do Instituto Humanista Unisinos (IHU), disponível na página do Centro de Estudos Bíblicos (Cedi).

PS – A propósito, uma música que representa bem a importância do massacre de El Salvador e relembra Os Inocentes, uma das melhores bandas do punk brasileiro:

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