Alô, Alô, Terezinha!

Cada vez que vejo um filme, tenho a tendência de associá-lo a algum problema, questão, valor ou aspecto maior que transcenda ao momento, por mais banal que seja.

Talvez esse vício leve a algumas visões meio idiossincráticas como a do post anterior, sobre Bastardos Inglórios. Dessa vez, ao assistir ao documentário Alô, Alô, Terezinha! de Nelson Hoifmann, pensei no público-alvo. Gostaria muito que meus alunos de 18-20 anos assistissem a essa revisão crítica(?) do fenômeno Chacrinha no Brasil, mas acho que só alguns saudosistas vão se interessar – ao menos essa foi a impressão de ontem na sala, com 4 ou 5 gatos pingados na casa dos 30-40.

Em geral, o documentário é ruim (personagens mal construídos, edição confusa, algumas visões preconceituosas etc.), mas deve ser visto pelos que não conheceram Chacrinha nem seu programa. Vendo de longe, é impressionante como a gente via aquilo nos anos 80, o que ajuda a mostrar o caminho que o “popular brasileiro” nesses 20 anos sem o Velho Guerreiro. Ver as chacretes feias, gordas e na merda (com exceção de Rita Cadillac) é triste . Saí com a impressão de ter visto não um filme, mas um apanhado de imagens e ideias que dariam fácil pra 2 ou 3 documentários mais coesos, que expusessem o homem Chacrinha, as chacretes, quem era o público, as histórias dos calouros, o famoso “jabá” etc.

Apesar da crítica negativa, sugiro a experiência, especialmente para os que acham o Russo um velhinho estranho no meio das gostosas do Caldeirão do Huck. Deu saudade do Chacrinha…

Visto no Tacaruna (sala imunda) em 24/10/2009.

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