Arquivo do mês: outubro 2009

Pergunta

Do Twitter do Kibe Loco:

Twiteiro que trata followers como “meus leitores” é que nem entregador de pizza falando “meus clientes”.

Isso se aplica a blogueiros, meus leitores? 😉

 

 

 

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4ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos

 

De hoje (30/10) até quarta (4/11) vai rolar nos cinemas da cidade (Fundação, Parque e Apolo) a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Ver link.

A iniciativa é fantástica e os filmes ajudam a construir para os espectadores o cenário latinoamericano de efetivação e garantia de direitos. Nas últimas edições, gostei muito dos documentários e curtas. Dessa vez, vi que há um filme sobre a crise boliviana de 2007 e um excelente chamado Histórias de direitos humanos, que, pelo visto, já perdi.

Seria ótimo se cada um dos leitores visse algum e comentasse no blog. Fica a sugestão 🙂

 

Textos do GDS

Aí estão os textos para discussão no GDS até o final de 2009, todos em PDF por obra de Del, como sempre. 

Quem é o juiz? – Daniel Bensaïd     6/11 (1a parte) e 13/11 (2a. parte)

A rebelião das massas – Ortega y Gasset     20/11

Teorias constitucionais em perspectiva – José Adércio Leite Sampaio     leitura complementar

Os links também ficarão na página fixa do GDS, e posso colocar lá qualquer outro PDF que pareça interessante para finalizar essa discussão sobre deliberação, maioria etc.

 

 

 

 

 

Queda do Muro de Berlim (1989-1999)

Pensei que era hoje, mas daqui a poucos dias serão comemorados os 20 anos da Queda do Muro de Berlim. Meus alunos mais jovens, por exemplo, não eram nem nascidos, mas eu me lembro de ter visto pela TV aos 8 anos. Estava na sala e minha avó disse que aquilo era uma coisa muito importante. Estava certa.

A reportagem deve ter sido essa, do JN:

Vivendo plenamente a lei, Z. Bankowski

 

Adorei a leitura do livro Vivendo plenamente a lei (Living lawfully), do polonês radicado na Escócia Zenon Bankowski.

Ao contrário do que imaginava, por puro senso comum, Bankowski passa ao largo dos trabalhos predominantes sobre teoria do direito na atualidade, aí incluídos os de seu colega Neil MacCormick, recentemente falecido. Bankowski, na verdade, faz um debate interessantíssimo acerca da construção de uma noção afetiva de legalidade, que passa pela agregação de um legalismo puro e insuficiente a atitudes de amor que, apesar de aparentemente ameaçarem o “império do direito”, ajudariam a reforçar a crença intersubjetiva na construção do discurso jurídico em bases equilibradas.

Se entendi bem, para Bankowski o reconhecimento das imperfeições é um fator de agregação e encantamento, e a partir disso haveria esse desejo de ser lawfully, ou de integrar o direito à dimensão da vida. Essa, contudo, é apenas uma leitura rápida e provisória, pois precisaria pensar e ler mais antes de dizer isso com certeza.

O livro me lembrou um certo spinozismo em alguns momentos, e talvez mereça uma leitura “direito x amor” num espectro maior, incluindo desde Petraziscki (muito citado, nunca lido) a Axel Honneth em A luta por reconhecimento. Ideias pro futuro.

Um dos pontos bacanas é a releitura de Antígona, pois o autor não cai na dicotomia entre a menina naturalista boazinha e Creonte, o governante mau e positivista. Para ele, ambos são leituras ruins de legalismo, no que acerta em cheio. Há ainda capítulos sobre argumentação, relação entre mercado e direito (excelente!) e um conceito ótimo de “direito responsivo”. Espero trabalhar algum desses em breve no GDS.

Indicadíssimo!

http://www.law.ed.ac.uk/staff/zenonbankowski_21.aspx

Estágio no TRF

 

Foi divulgado o edital de seleção de estagiários para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região. São muitas vagas para todos os cursos e especialmente para Direito, tanto no TRF como para a Justiça Federal de 1º grau, a bolsa é ótima e, pelo que percebo na minha experiência, é um estágio com excelentes chances de crescimento.

Para saber mais, segue o link da entidade organizadora:

http://www.sustente.org.br/

Boa sorte!

 

Hugo Chavez e William Waack: amor eterno

Não sei se é azar meu, mas toda vez que William Waack abre o Jornal da Globo é para falar de Hugo Chávez. Alguém poderia contar quantos desses mini-editoriais foram feitos, mas acho que menos de 100 não são.

O sempre indignado William reclama de tudo. Do preço do feijão na Venezuela, do meio ambiente, do turismo,  da bomba atômica, das derrotas no beisebol. A de hoje foi sobre a pretensa entrada do país no Mercosul, com direito a dobradinha com Arnaldo Jabor. Daqui a pouco passa.

Ok, Chavez não é santo etc etc. Mas será que William não poderia fazer um editorialzinho sequer sobre política internacional sem falar de Chavez, ou mencionar aspectos mais decisivos para o Mercosul que esse ponto da entrada de mais um país? Um excelente pontapé inicial seria debater o Parlasul, para o qual deveríamos eleger diretamente deputados em 2010. Parafraseando Morrisey: “William, it was really nothing!”

PS – Cristiane Pelajo é uma incógnita para mim. Ainda escrevo um post sobre ela.