Raatukama, Don Sixto…dyusulpaa!

Por acaso, soube apenas no sábado que o mestre da chacarera e dos quichuístas argentinos, o grande Don Sixto Palavecino, faleceu desde abril em sua querida Santiago del Estero. A correria da vida é tanta que não acompanhei esse fato, e só agora posso lamentá-lo.

Don Sixto é o artista argentino por excelência. Respeito muito o tango portenho e Piazolla, mas a alma do país é o “folklore” do Noroeste, com seus vários ritmos. Chacareras, zambas, gatos, vidalas, carnavallitos, cuecas, yaravís. Basta ouvir o “bombo legüero” tocar para saber onde se está. E o violino de Don Sixto, que soube manter viva por mais de 60 anos a cultura quichuísta de Santiago e legou às novas gerações uma tradição que não pode ser abandonada.

Claro que Atahualpa Yupanqui é um mito, e o folklore está longe de acabar. Que o digam León Gieco, Suma Paz, Soledad, o Chaqueño e outros. No entanto, a poesia do Palavecino tem algo de suave que não é tão fácil de encontrar pelos caminhos. Só espero que, quando finalmente eu possa conhecer Santiago, ainda encontre “los quichuístas que cantan chacareras al llegar la tardecita”. Para “caminar sin hacer ruído, sin despertar el cachillo dormido”. Raatukama, Don Sixto, dyusulpaa (até logo, e obrigado)!

Vídeo dos anos 80, com chacarera bilíngue (quíchua santiaguenho e castelhano):

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