Crianças? Tragam as cordas!

De um tempo pra cá, esse tema da sexualidade infantil foi reciclado na mídia e nas conversas cotidianas de um modo impressionante. Basta comparar o que se fala de pedofilia e abuso sexual hoje e nos anos 90, o que é muito importante por se tratar de um verdadeiro “ponto cego”, quase um tabu. Sem contar a praga da prostituição infantil, especialmente nas regiões mais pobres.

No entanto, vem uma notícia como essa(http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u608541.shtml) que me faz lembrar o livro Os Anormais, de Michel Foucault.

Nesse curso de 1975, o autor informa que nos séculos XVIII e XIX houve uma intensificação dos controles da sexualidade intrafamiliar com ênfase na preservação das crianças. Alguns registros: delimitação de camas e quartos para pais e filhos (evitando a observação do sexo e o abuso), pijamas com mangas fechadas e cordas (para evitar a todo custo a masturbação infantil),  controle higiênico rigoroso sobre doenças venéreas e burocratização da prostituição (para combater a libertinagem não “docilizada” etc.). Há, portanto, em tudo isso, um belo componente político-econômico a destrinchar.´

O tema é espinhoso, mas está vindo à tona e merece atenção. Durante o ano de 2008, estimulei o desenvolvimento de alguns pequenos projetos no Grupo D & S nessa linha, tratando sobre pornografia amadora, exposição voluntária de adolescentes em fotos eróticas etc. Por enquanto, apenas Tieta está desenvolvendo uma dessas ideias (pornografia e colisão de direitos fundamentais), pelo PIBIC. Fica pro futuro 🙂

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Uma resposta para “Crianças? Tragam as cordas!

  1. Avner P. Cavalcanti

    O tema é de fato muito interessante, já não tenho mais as contas de quantas vezes achei perdidas fotos e ate vídeos (particulares) de alunas e mulheres de forma geral em computadores da Unicap e de uso publico por todos os lugares… Inegavelmente os adolescentes (na maioria mulheres) se vêm seduzidos em maior numero por essa “fantasia”, é difícil entender, mas ao mesmo tempo não é… mas como já disse meu pai “as carências são as mesmas, não importa nível social ou cultural, os desejos são os mesmos e basta que se de asas a uma mulher que ela ira surpreender”. Em verdade, não discorde em nada com essas palavras, já vi muita coisa que se me contassem não acreditaria… A única razão para o homem ter o estigma de “pervertido” (na falta de palavra melhor) é porque ele é ingênuo demais para acompanhar uma mulher em seus pensamentos.

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